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sábado, 27 de agosto de 2016

A importância da prática de exercícios com pacientes acamados.

A importância da prática de exercícios 
com pacientes acamados.

O fato de um paciente que foi submetido a um procedimento médico que faça com que o mesmo necessite ficar acamado, pode resultar em uma série de problemas advindos da falta de mobilidade. O organismo acaba sendo levado a um estado de morbidez ou fadiga quando permanece em longo período de inércia, quer de causa ocupacional, ou terapêutica. O paciente pode adquirir vícios posturais, perda na funcionalidade e força muscular. Devido a esses fatores, a condição funcional desse paciente acamado é importante fator de risco, portanto, a fisioterapia tem atuado tanto na parte respiratória como na parte motora.
O Fisioterapeuta atuará realizando junto ao paciente exercícios ativos e passivos. A movimentação ativa e passiva dos diversos órgãos, aparelhos e sistemas, é importante no desenvolvimento e funcionamento do corpo humano, envolvendo toda a anatomia, fisiologia, sociologia, reações químicas, farmacológicas emicrobiológicas do nosso corpo.
Hipócrates, pai da Medicina, muitos anos antes de Cristo já enfatizava a importância do exercício para o ser humano. "Deve ter-se em mente que o exercício fortalece e a inatividade consome”, dizia ele. Este é um princípio básico que serve de fundamento à manutenção da Saúde e às vezes, ainda hoje, é descurado quando assistimos a pacientes acamados.
Na antiguidade, os pacientes acamados eram paralelamente esquecidos no leito. Essa medida causou muitos problemas em pessoas convalescentes que tiveram assim suas energias desnecessariamente diminuídas e, deformidades físicas que poderiam ter sido evitadas.
A imobilidade do paciente no leito pode ocasionar diversos sintomas e/ou manifestações como:
- Fraqueza: devido à redução de exercícios, ocorre uma diminuição no fluxo sanguíneo e da função muscular; 
- Insonia: provocada pela falta de desgaste de energia acumulada;
- Constipação instestinal: a falta de movimento diminui o peristaltismo intestinal;
- Dispinéia: diminuição da necessidade metabólica basal do organismo, diminuindo o ritmo de profundidade da respiração piorando a forma de ventilação pulmonar, predispondo a processos infecciosos;
- Ulcera por pressão: uma força de pressão que resulta em isquemia tecidual, dificultando a liberação de oxigênio e levando ao acúmulo de metabólitos e edema;
- Pneumonia Hipostática: devido a diminuição de movimento há enfraquecimento cárdio-vascular na base de ambos os pulmões.

A fisioterapia tem evoluído em seu conhecimento científico e logrado grandes progressos em seu campo de atuação. Inovações que visem o bem-estar do paciente são necessárias para a melhora da qualidade de vida além de favorecer a praticidade da profissão.
Em São Paulo, na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, o Fisioterapeuta Luís Antônio Nunes implementou seu invento que consistia em um equipamento feito artesanalmente com tubos de PVC que lembra uma cadeira, mas sem a parte do assento, ajudando os pacientes acamados a se sentar à beira da cama. A "cadeira" desenvolvida por Nunes serve de apoio a pacientes que não conseguem se manter sentados. Sem o equipamento, os pacientes têm de ser retirados do leito e sentados em uma poltrona, o que envolve mais riscos. Ou então são necessários dois profissionais: um para sustentar o tronco do paciente e outro para ajudá-lo a fazer a rotina de fisioterapia. Ela permite que um único profissional consiga sentar o paciente à beira do leito e ajudá-lo a fazer os exercícios recomendados para cada situação.
É um dispositivo barato, fácil de montar e foi aprovado pela comissão de controle interno de infecção hospitalar, pois pode passar por um processo de desinfecção entre um paciente e outro.
O exercício deve ser considerado com uma constante em nossa vida, e não uma atividade à parte. Ao assistirmos um paciente acamado, não podemos esquecer o quanto esse cuidado é importante, e que tão pouco exige para ser prestado.

REFERÊNCIAS
A NECESSIDADE HUMANA BÁSICA DE EXERCÍCIO - PACIENTE ACAMADO. Rev. Bras. Enferm. [online]. 1978, vol.31, n.1, pp.123-134. ISSN 0034-7167. http://dx.doi.org/10.1590/0034-716719780001000016.
PERRONE, Francine et al. Estado nutricional e capacidade funcional na úlcera por pressão em pacientes hospitalizados. Rev. Nutr. [online]. 2011, vol.24, n.3, pp.431-438. ISSN 1678-9865. http://dx.doi.org/10.1590/S1415-52732011000300006.

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