DORES MUSCULARES
Você sente dor muscular sem motivo aparente? Quando você palpa seu músculo você sente como se nele tivesse “bolinhas”? CUIDADO... Pode ser um ponto gatilho ou do inglês “trigger point”.
O momento LAFAM de hoje, vai explicar o que são, as formas de tratamento e a eficácia da fisioterapia no mesmo e as formas de prevenção.
Segundo SANTOS (2012), os pontos-gatilho são definidos como nódulos palpáveis presentes numa faixa tensa localizada no músculo que, espontaneamente, ou a, dígito pressão, produzem um padrão de dor referida reconhecida pelo paciente. Um ponto-gatilho é um local no músculo altamente irritável, devido a dor causada provoca limitação na amplitude de alongamento, fraqueza sem atrofia e sem déficit neurológico.
Esses pontos podem variar em tamanho, desde uma pequena protuberância, como uma ervilha, até um grande inchaço, podendo ser sentido na superfície do corpo, entremeados no interior das fibras musculares (SIMEON, 2008).
Uma vez instalado ele pode ficar em estado de latência por muito tempo, às vezes anos, até ser ativado. Para ativá-lo basta apenas que se some a ele uma situação de stress físico e/ou emocional e uma nova sobrecarga do músculo. Quando ativado ele produz um espasmo doloroso em algumas fibras do músculo. A situação se complica quando o sistema nervoso, recebendo o sinal de dor, intervém exigindo que o músculo se contraia, numa tentativa de defendê-lo. Esta nova contração sobre o espasmo doloroso produz mais dor. Fecha-se então um ciclo vicioso em que quanto mais dor for produzida pela contração, mais contração o sistema nervoso pede ao músculo. E o que começou com algumas fibras, logo envolve o músculo inteiro e até mesmo outros próximos, abrangendo toda uma região.
As condições que podem gerar esses pontos-gatilhos são traumas musculares (alongamento/encurtamento excessivos, movimentos repetitivos, movimentos bruscos e excessivamente rápidos, quedas), isquemia (falta de oxigenação muscular), inflamação, sobrecarga funcional, estresse emocional, deficiências nutricionais, alterações posturais, assim como as tensões do dia-a-dia. Além disso, pontos-gatilho podem ser ativados por excesso de uso, fadiga, trauma direto, e frio.
Os ”trigger point” são muito mais frequentes nos músculos posturais do pescoço, da cintura escapular e da cintura pélvica do que nos demais. O trapézio superior, os escalenos, o esternocleidomastóideo, e o, elevador da escápula são os músculos mais comprometidos na região cervical e na cintura escapular (GRAVE,2008). Nos outros locais não são tão comuns, mas pode sim, ser encontrado em toda parte do corpo.
TRATAMENTO
Segundo MAURICIO (2007), consiste em três principais etapas:
• Inativação do ponto-gatilho;
• Reabilitação muscular que consiste na recuperação da amplitude de movimento, e fortalecimento muscular, através de alongamentos, reeducação postural, acupuntura, aplicação de calor e cinesioterapia;
• Remoção preventiva de fatores perpetuantes, que nada mais é que a educação do paciente sobre a prevenção.
A Terapia Manual é amplamente utilizada na desativação de pontos-gatilho, dentre elas, as técnicas de massagem profunda, compressão isquêmica e, liberação por pressão suave, que podem ser aplicadas isoladas ou associadas a outras técnicas, como: alongamento ou técnica de liberação posicional. Os resultados constataram os benefícios da terapia manual na desativação não invasiva, e precisa dos pontos-gatilho, através do toque diretamente no nódulo, ocasionando uma diminuição no limiar de dor, melhora no fluxo sanguíneo, relaxamento da banda muscular tensa e restabelecimento da normalidade funcional local.
PREVENÇÃO
Consiste em algumas atitudes básicas como:
• Melhorar a postura;
• Reduzir o peso corpora;
• Fazer exercícios regularmente;
• Comer alimentos saudáveis;
• Aprender técnicas de gerenciamento de estresse;
• Utilizar técnicas adequadas no trabalho e durante a prática de exercícios e esportes.
REFERENCIAS
MORI,Lediane Roque. Os Benefícios da Terapia Manual na Desativação dos Pontos-Gatilho.2011
OLIVEIRA, Charles. Desativação de ponto-gatilho alivia dor miofascial. 2013. Disponível em: <http://www.mundosemdor.com.br/desativacao-dos-pontos-gatil…/>. Acesso em: 25 ago. 2016.
A MASSAGEM E OS PONTOS DE GATILHO. 2016. Disponível em: <http://www.massagem.net/…/a-massagem-e-os-pontos-de-gatilho/>. Acesso em: 25 ago. 2016.
AMARAL, Adriano Borges. Terapia Miofascial. Disponível em: <http://bemstar.globo.com/index.php…>. Acesso em: 25 ago. 2016.
MAURÍCIO, Carlos Renato Marquetto. Intervenção fisioterapêutica na síndrome dolorosa miofascial. Paraná, 2007.
TUDO sobre pontos-gatilho miofasciais. Disponível em: <http://www.treinomestre.com.br/tudo-sobre-pontos-gatilho-m…/>. Acesso em: 25 ago. 2016.
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