MARCHA E POSTURA EM PESSOAS ACOMETIDAS PELA DOENÇA DE PARKINSON (DP).
No Brasil, estimativas da Associação Brasileira de Parkinson (ABP), mostram cerca de 200 mil pessoas portadoras da doença de Parkinson (DP) e que, ano a ano, vinte novos casos são diagnosticados para cada 100.000 pessoas, sem distinção de sexo.
Essa doença se caracteriza por tremores, rigidez muscular, diminuição da mobilidade e alterações da postura. O comprometimento da memória, a depressão, alterações no sono e distúrbios do sistema nervoso autônomo também fazem parte do quadro clínico.
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Os primeiros sinais da doença são os tremores ou a perda da mímica facial associados a diminuição do piscar, olhar fixo e lentidão de movimentos. A voz pode se tornar monótona, a pele, principalmente a facial, fica lustrosa e com seborréia.
A marcha fica cada vez mais lenta e difícil, aumentando a freqüência de quedas e fraturas. Outra característica da postura é que os braços ficam encolhidos e o tronco inclinado. Em casos avançados, pode haver um aumento na velocidade da marcha para não cair (festinação) ou então o paciente pode ficar parado (congelado) com dificuldade de iniciar um movimento.
As alterações da postura decorrem do desenvolvimento de uma fixação anormal da postura, tipicamente flexionada e encurvada. Os músculos flexores e adutores tornam-se seletivamente mais contraídos, tanto nos membros superiores quanto nos inferiores, os reflexos de postura estão diminuídos, o equilíbrio fica instável e os ajustes da postura compensatórios são imediatos. Os casos de queda ocorrem, geralmente, pela ausência os reflexos protetores. As respostas da postura automáticas ficam particularmente prejudicadas, se a rigidez do tronco for grave.
O padrão da marcha do paciente com DP é altamente estereotipado e caracterizado por uma diminuição da amplitude dos movimentos nos membros inferiores, nos movimentos dos quadris, joelhos e tornozelos. Os movimentos do tronco, também, estão reduzidos, resultando na diminuição do comprimento dos passos e da dissociação das cinturas pélvica e escapular.
Caracteristicamente, os pacientes andam com uma marcha lenta e arrastada, há um persistente posicionamento da cabeça e tronco à frente, deslocando o centro de gravidade para adiante, podendo resultar num padrão de marcha chamado de “festinação”.
Todos estes problemas com a marcha se agravam com a perda muscular (sarcopenia) que acontece com a idade avançada. O fisioterapeuta tem papel fundamental no auxílio a reabilitação destes pacientes, corrigindo o mau alinhamento da postura, os reflexos e a deambulação.
REFERÊNCIA
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